• Elton Tony Pondé

Já ouviu falar sobre Nise da Silveira? #HistóriasDaSaúde


No quadro Histórias da Saúde de hoje, venho trazer um pouco da história de Nise da Silveira. Importante precursora no tratamento mais humanizado dos pacientes com transtornos mentais, contribuiu pra a revolução desse cenário no Brasil. Em meio ao caótico sistema de recuperação, Nise encontrou espaço para o processo afetivo e criativo desses pacientes e obteve resultados positivos.

Em 1947, no centro onde trabalhava, fundou a Seção de Terapêutica Ocupacional e Reabilitação e em 1952 inaugurou o Museu de Imagens do Inconsciente, local onde as obras de seus pacientes estão expostas. Tais obras também ganharam destaque e foram expostas no Museu de Arte Moderna de São Paulo e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Além disso, Nise criou a instituição Casa das Palmeiras, focada na reabilitação sem internação e o contato que os pacientes tinham com cães e gatos em espaços abertos, foi um dos tratamentos introduzidos por ela no Brasil.


Confira alguns dados:


· Nise da Silveira, alagoana, foi uma médica psiquiatra que tornou mais humano o tratamento psiquiátrico no Brasil a partir da década de 1930.

· Foi pioneira da terapia ocupacional e era a única mulher, entre 158 alunos, no curso de medicina em que se formou na Bahia.

· Acusada de se envolver com o comunismo, Nise foi presa pelo Estado Novo de Getúlio Vargas, entre 1936 e 1937, quando conheceu a revolucionária Olga Benário e o renomado escritor Graciliano Ramos.

· Nise trabalhou no antigo Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, no Rio de Janeiro e era totalmente contra aos tratamentos agressivos que utilizavam eletrochoques, lobotomia, camisas de força, entre outros.

· Encontrou espaço para humanização na recuperação de pacientes na ala de terapia ocupacional do Centro, para onde foi transferida, passando a utilizar a pintura e o vínculo afetivo com animais como forma de tratamento.

· Nise morreu com 94 anos e sua história foi contada no filme “Nise - O coração da Loucura, lançado em 2015, baseado em um livro sobre sua trajetória.


FONTE: Revista Galileu

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